Para encontrar uma versão aberta de um artigo com o CORE Discovery, parta da página ou referência da publicação, use a extensão do navegador ou pesquise no CORE e compare título, autoria, ano e DOI do resultado. Abra a cópia oferecida, identifique se é manuscrito aceito, preprint ou versão publicada e registre onde ela foi obtida. O arquivo aberto permite leitura legítima quando disponibilizado pelo repositório, mas a referência bibliográfica normalmente continua descrevendo a obra publicada, não o endereço alternativo do PDF.
O CORE Discovery é apresentado pelo próprio serviço como uma extensão gratuita que procura cópias acessíveis de trabalhos científicos, inclusive em repositórios. Ele pode ajudar quando a página da editora exige assinatura, mas não promete que todo artigo terá uma versão aberta nem que todo arquivo encontrado será idêntico ao PDF editorial.
Comece por uma identificação bibliográfica estável
Antes de procurar o texto completo, registre o que você está tentando localizar: título, autores, ano, revista, volume, páginas ou número do artigo e DOI. Copiar apenas parte do título aumenta o risco de abrir uma obra parecida. Se o DOI estiver disponível, resolva-o e confirme os metadados na página da editora ou no registro oficial.
Essa ficha inicial funciona como controle. Imagine que a referência indique quatro autores e publicação em 2023, mas o repositório ofereça um manuscrito de 2022 com três autores. Pode ser uma versão anterior do mesmo trabalho, um preprint relacionado ou outra obra. A coincidência temática não basta; compare elementos bibliográficos e o conteúdo.
O guia para conferir DOI e dados de uma referência ajuda quando título, ano ou autoria divergem. Corrija a referência a partir da fonte da publicação, não a partir do nome automático do arquivo baixado.
Use a extensão como localizador, não como selo de equivalência
Instale a extensão pelo caminho indicado no site oficial e mantenha-a habilitada apenas no navegador compatível. Ao encontrar uma barreira de acesso, acione o recurso e examine a versão sugerida. O CORE informa que o Discovery procura conteúdo aberto em sua coleção e em serviços externos e dá preferência a cópias de provedores aprovados.

Abra o registro do repositório, não apenas o download direto. A página de depósito costuma informar responsáveis, data, tipo de versão, licença, coleção institucional e identificador persistente. Esses dados explicam por que o arquivo pode ser acessado e como ele se relaciona com a publicação.
Se a extensão não retornar cópia, pesquise título exato entre aspas, DOI ou combinação de autor e título no CORE Search. Depois procure no repositório da instituição dos autores ou em um buscador acadêmico. Ausência no CORE significa apenas que o serviço não localizou uma versão; não prova que o texto não exista em acesso aberto.
Diferencie preprint, manuscrito aceito e versão publicada
Um preprint normalmente foi compartilhado antes da avaliação por pares. O manuscrito aceito já incorporou decisões do processo editorial, mas pode não ter diagramação, paginação ou correções finais da editora. A versão publicada é a composição oficial do periódico. Políticas e nomenclaturas variam, então leia a ficha do depósito.
Compare resumo, estrutura, tabelas, resultados e referências. Verifique se houve mudança de título, ordem de autores, amostra, análise ou conclusão. Quando a diferença for relevante para seu argumento, procure a versão publicada ou descreva explicitamente qual versão consultou. Não atribua ao artigo final uma informação presente apenas num rascunho anterior.
Data de depósito e data de publicação também são diferentes. A primeira informa quando o arquivo entrou no repositório; a segunda pertence à obra. Para a referência, use o padrão exigido para o tipo de documento efetivamente citado e confirme no manual da instituição.
Verifique integridade e proveniência do arquivo
Baixe o PDF pelo link do repositório e confira se abre por completo. Verifique primeira e última página, quantidade de páginas, figuras, tabelas e material suplementar mencionado. Um arquivo interrompido ou uma página de visualização salva como PDF não serve como texto integral.
Observe o domínio e a instituição responsável pelo depósito. Repositórios universitários, temáticos e de financiadores costumam fornecer metadados e políticas visíveis. Um arquivo isolado em serviço desconhecido, sem ficha, autoria ou relação com o depositante, exige cautela. A finalidade não é apenas obter qualquer PDF, mas localizar uma cópia cuja origem possa ser explicada.
Também confirme se o documento contém informações pessoais, comentários internos ou material que evidentemente não deveria estar público. Se houver dúvida sobre legitimidade, não redistribua; procure a publicação, o repositório ou o autor por um canal institucional.
Cite a obra e registre a cópia consultada
Na maioria dos casos, a referência descreve o artigo publicado: autores, título, revista, ano, volume e DOI. A cópia aberta é a rota de acesso. Quando você consultou um manuscrito aceito cujo conteúdo difere, ou quando não existe publicação formal, o tipo de versão passa a importar na referência e no texto.

Guarde, em sua planilha ou gerenciador bibliográfico, o URL do repositório, a data de acesso e uma nota sobre a versão. Preserve também o DOI da publicação. Não substitua o DOI por um link temporário de download, porque esse endereço pode expirar ou mudar.
Se citar uma passagem por página, confira se a paginação da cópia aberta coincide com a versão referenciada. Manuscritos aceitos podem ter páginas próprias ou nenhuma paginação definitiva. Nesse caso, siga a orientação institucional para localização e não invente número de página.
Integre a busca aberta ao fluxo de revisão
O acesso ao texto completo ocorre depois da descoberta e antes da extração de dados. Marque separadamente registros identificados, PDFs localizados, textos avaliados e estudos incluídos. Isso impede que “não consegui baixar” seja confundido com exclusão metodológica.
Quando um texto não for localizado, registre as tentativas: extensão, CORE Search, DOI, repositório institucional, biblioteca e contato com autores, se previsto. Defina no protocolo quanto tempo e quais canais serão usados. A mesma regra deve valer para todos os registros, evitando esforço seletivo apenas nos estudos que parecem concordar com a hipótese.
Não use a disponibilidade aberta como critério de qualidade. Um artigo aberto pode ser inadequado à pergunta; um artigo restrito pode ser essencial. Se a instituição oferece acesso legal por assinatura, use-o. O CORE é uma rota complementar para o texto, não uma base única de seleção.
Crie ainda uma coluna para o motivo de cada situação pendente. “Sem acesso” é pouco informativo: diferencie registro sem arquivo, link quebrado, embargo ativo, versão não identificada e texto solicitado ao autor. Esse vocabulário controlado permite revisar os casos de forma consistente e demonstra que a seleção não foi limitada silenciosamente pela facilidade de download.
Quando mais de uma pessoa participa da revisão, combine quem confirma a identidade da obra e quem avalia a elegibilidade. O arquivo deve receber um nome estável, ligado ao identificador da planilha, e não apenas ao sobrenome do primeiro autor. Assim, uma versão substituída ou um suplemento localizado depois pode ser associado ao registro correto sem criar duplicatas invisíveis.
Faça uma conferência final antes de usar o conteúdo
Um processo seguro termina com seis verificações:
- a referência de controle identifica inequivocamente a obra;
- a cópia veio de um registro com proveniência explicável;
- título, autores, ano e DOI foram comparados;
- a versão editorial foi identificada e suas diferenças avaliadas;
- o arquivo está completo e corresponde ao registro;
- a referência e a nota de acesso preservam obra e cópia sem confundi-las.
Quando a cópia aberta for um preprint, considere também o fluxo específico de publicação de preprints para interpretar o estágio editorial. O objetivo do CORE Discovery é reduzir a barreira de acesso com rastreabilidade. Ele funciona bem quando o estudante não trata o primeiro PDF encontrado como evidência suficiente de identidade, versão e integridade.



