Insira uma figura, um gráfico ou um quadro quando o elemento tornar uma relação mais clara do que o parágrafo sozinho. Depois identifique o tipo, numere na ordem de ocorrência, escreva um título informativo, registre a fonte e posicione-o perto da primeira análise que o menciona. A escolha não é estética: gráfico mostra comportamento de dados; quadro organiza informação predominantemente textual; figura é uma designação ampla para imagens, esquemas, mapas, fotografias e outros recursos. O manual da instituição deve prevalecer nos detalhes de apresentação.
Escolha o recurso pela pergunta que o leitor precisa responder
Antes de abrir o editor, formule a pergunta visual. “Como os valores mudam entre períodos?” costuma pedir um gráfico. “Quais critérios diferenciam três conceitos?” pode ser resolvida por um quadro. “Onde os pontos estão no território?” pede mapa. “Como as etapas se relacionam?” pode justificar esquema ou fluxograma.
O Normaliza IFB apresenta ilustrações em trabalhos acadêmicos e inclui desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas e quadros entre as designações possíveis. O nome deve corresponder ao que o leitor vê. Chamar todo elemento de “Figura” pode ser aceito em alguns manuais, mas perde precisão quando a instituição diferencia os tipos.
Evite escolher gráfico apenas porque parece mais sofisticado. Duas medidas simples podem ser explicadas em uma frase. Um quadro com dez parágrafos apertados não melhora a leitura. Uma fotografia genérica que não é analisada funciona como decoração, não evidência. O recurso precisa reduzir esforço cognitivo e preservar o dado ou relação relevante.
Faça um rascunho em papel: qual é a âncora visual, qual comparação será percebida e qual conclusão o texto poderá discutir? Se você não consegue responder, talvez a informação ainda não tenha estrutura suficiente para virar ilustração.

Título, numeração e fonte precisam formar uma unidade
O material do IFB orienta colocar a palavra designativa e o número de ordem antes do título e informar a fonte abaixo da ilustração. A página também recomenda inserir o elemento próximo do trecho a que se refere. Tamanho de fonte, centralização, travessão e outros detalhes devem ser conferidos no manual do curso, especialmente porque instituições podem adotar modelos próprios.
O título deve permitir reconhecer o conteúdo sem repetir o capítulo inteiro. “Gráfico 3 — Distribuição das respostas por semestre” informa melhor que “Gráfico dos resultados”. Evite interpretar no título aquilo que ainda será argumentado no texto. O título identifica; o parágrafo analisa.
A fonte é obrigatória mesmo quando o material é autoral. Para elemento criado pelo estudante, manuais institucionais costumam aceitar expressões como “elaborado pelo autor” ou “dados da pesquisa”. Se houve adaptação, informe a origem. Se os dados vieram de uma base, cite-a e faça a referência completa do documento correspondente.
Não coloque a URL crua sob a imagem quando o padrão institucional pede autoria e data e reserva o endereço para a lista de referências. O guia do IFB exemplifica essa separação. A finalidade é manter a legenda legível sem perder a recuperação bibliográfica.
Quadro e tabela não são a mesma estrutura
Quadros apresentam informação predominantemente textual e podem ter células fechadas; tabelas organizam dados numéricos e comparações estatísticas seguindo convenções próprias. O Normaliza IFB compara quadros e tabelas, destacando laterais fechadas para quadros e abertas para tabelas no modelo institucional.
Se o conteúdo é uma matriz de conceitos, autores e definições resumidas, o quadro pode ser apropriado. Se apresenta frequências, percentuais e totais, consulte as normas tabulares e o artigo sobre como apresentar tabelas no TCC. Um elemento híbrido precisa de decisão consistente: não o chame de tabela em um capítulo e quadro em outro.
Também preserve a legibilidade. Reduzir uma planilha larga até caber na página produz texto impossível de ler. Reorganize colunas, divida o material, mude a orientação da página quando permitido ou leve a versão completa a um apêndice, mantendo no corpo apenas o recorte analisado.
Se o quadro ultrapassa uma página, repita o cabeçalho conforme a orientação institucional e sinalize a continuidade. Nunca deixe uma linha cortada de modo que o leitor perca a relação entre rótulo e conteúdo.
Gráficos devem mostrar padrões sem esconder escala e incerteza
Escolha o tipo de gráfico pela relação: barras comparam categorias; linhas mostram evolução em sequência; dispersão revela associação entre medidas; setores exigem partes de um total e ficam difíceis com muitas categorias. Essa é uma orientação de comunicação, não uma regra universal. O método analítico e a natureza dos dados determinam o que é legítimo representar.
Mantenha eixos, unidades, categorias e origem dos dados visíveis. Não corte a escala para ampliar artificialmente diferenças. Não use efeitos tridimensionais que distorcem áreas. Cores precisam distinguir séries sem depender apenas de tons próximos, e a versão em preto e branco deve continuar compreensível quando a instituição imprime o trabalho.
O texto não deve repetir cada número. Destaque padrão, exceção e consequência. Em vez de recitar cinco percentuais, diga qual grupo concentra a maior resposta, como a diferença se relaciona ao objetivo e que limite impede generalização. O leitor pode consultar valores no gráfico; procura no parágrafo a interpretação.
Figuras e imagens precisam ser citadas e analisadas
Fotografias, mapas, plantas, capturas de tela e esquemas não podem surgir entre parágrafos sem chamada. Escreva “A Figura 4 apresenta…” ou incorpore a referência de modo natural. Depois explique o aspecto relevante. “Veja a figura abaixo” é fraco porque a posição pode mudar na diagramação e não informa o que observar.
Imagens externas exigem fonte e respeito a direitos de uso. “Encontrada no Google” não é procedência. Localize a página original, autor, instituição ou acervo. Quando não houver licença ou autorização compatível, busque alternativa pública, produza um esquema autoral baseado nos dados com atribuição ou descreva a informação no texto.
Uma captura de tela deve mostrar apenas a área necessária, com resolução suficiente e sem dados pessoais. Em pesquisa com participantes, anonimização e consentimento vêm antes da estética. Um mapa precisa de escala, orientação, legenda e fonte quando essas informações são necessárias para interpretação.

Um exemplo aplicado: do dado bruto ao capítulo
Imagine uma pesquisa com respostas de estudantes sobre uso da biblioteca. Há frequências por turno, comentários abertos e uma planta do campus. Para comparar quantos respondentes usam o serviço em cada turno, um gráfico de barras pode resolver. Para sintetizar temas dos comentários com exemplos anonimizados, um quadro pode ser mais adequado. Para discutir distância e acesso, um mapa pode entrar se houver dados geográficos confiáveis.
Cada elemento recebe título, número e fonte. O gráfico informa “dados da pesquisa”; o quadro registra que foi elaborado com base na codificação; o mapa identifica a base cartográfica e a elaboração. No texto, o estudante chama o gráfico ao discutir a diferença entre turnos, usa o quadro para interpretar motivos e recorre ao mapa ao analisar barreiras espaciais.
Se a planilha completa tem centenas de linhas, ela não precisa ocupar o corpo. Uma síntese verificável permanece no capítulo, e o material detalhado pode ser tratado conforme as regras de apêndice e proteção de dados. A visualização serve ao raciocínio, não à demonstração de volume.
Revise a coleção inteira, não uma ilustração por vez
Faça uma lista com número, designação, título, página, fonte e primeira chamada. Procure duplicidades, saltos de numeração, títulos inconsistentes e elementos nunca mencionados. Confira se a lista de ilustrações é exigida; o IFB orienta que ela acompanhe a ordem do texto.
Depois inspecione o PDF final página por página. Veja se título, imagem e fonte ficaram juntos; se o elemento foi cortado; se letras e símbolos continuam legíveis; se há espaço suficiente antes e depois; e se a chamada aparece perto. Teste também a impressão ou visualização em escala reduzida.
Por fim, leia apenas os parágrafos que citam ilustrações. Cada um deve apontar o que observar e por que isso importa para a pergunta de pesquisa. Quando escolha, identificação e análise trabalham juntas, figuras, gráficos e quadros deixam de enfeitar o TCC e passam a condensar evidência com clareza.



